Filma nóis

Ontem Greg recebeu um email de um dos gerentes avisando que o Discovery Channel (é sério) visitaria o escritório no dia seguinte para fazer umas filmagens e entrevistas para o documentário cobrindo a rota da seda na China moderna. No email havia um aviso que dizia que existia a possibilidade de Greg conceder uma entrevista. Uma oportunidade imperdível para o nascimento de uma nova estrela da televisão!

Hoje de manhã, quando Greg estava quase saindo para ir ao trabalho, a polícia fashion, mais conhecida como Diana, abordou-o questionando o que ele estava vestindo. Greg lembrou-se que precisava dar um tapa no visu, correu para se trocar e seu modesto moletom ficou para ser usado num outro dia. Diana ficou torcendo para que tudo desse certo.

Nós dois nos encontramos na hora do almoço e de lá fomos ao escritório. Devido às aulas de chinês às terças e quintas-feiras, Diana costuma ir ao escritório aproveitar o ambiente e a internet estável. Em estando lá, ela seria testemunha ocular do brilhantismo hollywoodeano que estava por vir.

Infelizmente, ao retornar do almoço, Gao Li, uma outra gerente, destruiu o universo ao dizer que as entrevistas haviam sido canceladas. Assim sendo, o mundo voltou ao seu diminuto tamanho convencional e Greg continuou trabalhando normalmente.

Greg estava numa reunião quando Gao Li tentou falar algo com ele. Com a reunião concluída, Greg foi falar com a gerente: “Pois não?”. Ela sorriu e disse: “Não era nada, não. Só queria pegar sua esposa emprestada”. Quando vi, Diana estava toda descontraída, conversando com outros dois colegas, enquanto alguém filmava a conversa. Diana disse que só ouviu um: “What?! My wife?”

Gao Li havia perguntado se Diana não queria participar do documentário e pediu que ela apenas conversasse com alguns colegas. Um dos colegas era Anjali, nossa amiga indiana, e o outro ainda estava por ser escolhido. Ryan Pyle, o documentarista, disse que precisava de um chinês pra misturar tudo. Foi quando Gao Li questionou que tipo de chinês ele precisava e Ryan apontou para Jichao Ouyang e disse: “Aquele!”. O pacato Ouyang, primo em potencial do Chiconato, estava bem quietinho, na dele, de pé, em frente a uma mesa em frente à nossa, inocentemente chupando uma manga que parecia lhe purificar a alma.

Os astros conversavam algo altamente aleatório enquanto eram filmados, algo como Diana perguntando se eles pensaram no que vestir antes de ir ao escritório, já que poderiam ser filmados e depois conversaram sobre Guilin, já que Ouyang é de lá.

Depois rolaram umas filmagens aleatórias de outras coisas aleatórias, inclusive Greg trabalhando, talvez pra provar que ele trabalha às vezes :)

Achamos a experiência interessante e muito inusitada. Principalmente Diana, que passou mais tempo às cameras. Ao fim das gravações, conversamos com seus responsáveis e eles nos mostraram um pouco do seu trabalho. Moram na China há no mínimo uma década. Ryan mora aqui desde 2001, e entrou no Guiness por realizar o mais longo passeio de motocicleta por um único país: 61 dias! Vale a pena assistir: http://tv.sohu.com/s2013/mkr/ (áudios em inglês, legendas em chinês)

Eles foram muito simpáticos em tirar fotos com a gente para o blog e disseram que vão dar um rolé de moto no Brasil também no ano que vem.

Celebridades Celebridades Celebridades Celebridades

Top 10 (ou 11) na China

Tags: Conhecendo a China
  1. Emagrecemos apesar de comer muito. Achamos que comemos mais saudável. Talvez a pimenta e a água quente ajude a emagrecer.
  2. Tem árvores, flores e parques pra visitar. Tudo muito lindo.
  3. A arquitetura e os detalhes nas construções, nas escadarias, nas portarias e até no chão dos lugares são sempre impressionantes.
  4. Segurança. Sair de casa sem medo, sem precisar segurar a bolsa com força ou esconder eletrônicos (celular, tablet, etc.) e andar tarde da noite sem medo pelas ruas é muito libertador.
  5. As árvores e o modo como elas estão dispostas dentro do nosso condomínio – sempre há passarinhos cantando.
  6. Ver as pessoas vestidas de forma livre, parecendo uma liberdade de expressão. As pessoas não se escondem nas roupas, são livres para usar e ousar o/no que quiserem.
  7. Experimentar um sabor diferente a cada nova refeição fora de casa e, nas vezes que gostamos, repetir o prato sem saber o que comemos. Nunca vamos entender a quantidade de vegetais e raízes disponível aqui.
  8. Facilidade de cozinhar: a gente prepara as comidas em casa tão rápido, não sei se é o tipo de comida ou se é a panela elétrica.
  9. A “acolhida” das pessoas: ficar uns dias indisposta e depois um colega não tão próximo perguntar se você está melhor é muita atenção!
  10. O uso de tecnologia móvel realmente facilitando a vida. Smartphones são muito acessíveis aqui, de mode que todo mundo tem um. QR codes são muito utilizados. Dá pra fazer muita coisa com celular por aqui.
  11. A faca que tem na cozinha: no começo dá medo mas depois a pessoa acostuma e não quer mais usar outra. É bom demaisssss haahahahahah (Greg tá com medo)

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Yoga na China - por Diana

Fazer yoga aqui definitivamente é a minha atividade preferida. É maravilhoso, me sinto muito bem! E o local é em um prédio vizinho à empresa onde Greg trabalha. Uma colega dele me levou a primeira vez e eu continuei indo. Simplesmente adorei, mesmo às vezes ficando toda “quebrada” depois da aula!

O lugar é confortável, aconchegante, relaxante e tem um aquário dentro da sala! E a professora foi muito acolhedora, muito simpática e gentil. No final da primeira aula ela veio falar comigo em inglês!

Novamente, é engraçado não entender nada que a professora esta falando, mas nesse caso é só repetir os movimentos e pronto. Eu fazia pilates em Porto Alegre, faltava mais do que fazia. Mas comecei, né Marlize (instrutora de pilates)?! hahaha Então algumas horas entendo que preciso respirar, tencionar o abdômen, relaxar os ombros, essas coisas.

Continuo indo mesmo que às vezes sozinha. Não perco nenhuma semana, pode acontecer o que for que estarei lá na aula. Na primeira aula que fui a sala estava lotada. No entanto, acho que roulou uma fofoca que uma estrangeira ia começar as aulas porque nas aulas seguintes percebi que a sala nunca mais esteve tão lotada :D

Por que ninguém nunca me disse que tinha uma atividade física tão legal que dá pra fazer parada?

Yoga Yoga Yoga Yoga Yoga Yoga Yoga Yoga

Minha meta hahaha:

Meta

Pâtisserie na China

Tags: Custo de vida na China

Com enorme alegria, encontramos alguns cafés, padarias e supermercados que possuem bolos e doces. Cada bolo mais lindo que o outro, mas infelizmente os que experimentamos não possuíam o sabor proporcional à beleza. Ficamos nas opções de waffles, alguns docinhos, croissants e pães doces que são uma delícia na maioria das vezes. Mas, como não experimentamos tudo, não perdemos a esperança! Os chineses não são adeptos das sobremesas diárias, o que para nós é uma tristeza total. Às vezes alguma fruta ou um dos pratos durante a refeição é doce (lembrei agora de uma batata caramelizada, que é perfeita), mas sobremesas são raras.

É importante salientar que padarias, confeitarias, cafeterias e afins são, na China, conceitos completamente estrangeiros, importados do ocidente e não pertinentes à cultura local. Tanto que ‘torta’, do inglês pie, não tem um vocábulo local. Aqui, uma torta se chama pie, assim como no inglês.

Vamos ver se dá certo elencar alguns preços, que aí dá pra notar algumas diferenças e semelhanças nos custos (não necessariamente no mesmo estabelecimento):

  • Xícara grande de café preto: ¥ 20
  • Copo grande de café com firula (baunilha, avelã, etc): ¥ 30
  • Waffles: ¥ 35
  • Vitamina de morango: ¥ 28
  • Croissant grande, com ou sem cobertura de chocolate: ¥ 8,5
  • Tortinha de chocolate, bonita mas sem sabor: ¥ 12
  • Café que a gente não sabia que tinha pétalas: ¥ 12
  • Sanduíche: ¥ 7

Neste exato momento, R$ 1,00 vale ¥ 2,78. Se tiver curiosidade para saber a cotação, vai no Google e digita “1 RBL to RMB”.

Essas e muitas outras fotos no insta de diana e a rexetegue #nachinacomgregorioediana.

Cafezinho!

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Street Style em Xi’an

O que se pode perceber é que existe pouca preocupação em geral com a moda por aqui. Alguém me disse que as pessoas compram o que é mais barato e pronto. Mas o fato de haver pouca preocupação não faz dela inexistente! Uma grande parte das meninas se veste de forma bem romântica, com muitos babados, laços e tons claros. Uma outra grande parte se veste estilo esportivo, por vezes cópias americanas, e sem maquiagem. Umas outras meninas se vestem e se maquiam bem! Existem também as pessoas que conquistaram um conforto financeiro e estão na fase “ostentação”. Lembrando que faz relativamente pouco tempo que as pessoas têm melhores condições financeiras aqui na China. Até recentemente, era difícil alcançar uma condição de vida confortável e, para muitos, ainda é difícil.

Uma diferença gritante é que aqui as meninas não têm medo de serem meninas. Usam saia, saia rodada, rosa, laço e tudo mais feminino que você possa imaginar. Mesmo no ambiente de trabalho. Outra curiosidade é que elas cobrem muito o busto mas não têm vergonha de usar saias super curtas. Até agora só tenho visto meninas com meia-calça devido ao clima, mas as saias são curtas e coladas, quase um cinto mesmo! Em relação às cores, elas usam e usam muito bem: usam laranja, azul, roxo, vinho, vermelho, rosa, etc. Sabem combinar as cores e usam tudo no inverno também.

Já vi algumas fotografando look do dia, eu presumi, em pontos bem turísticos. Aqui algumas fotos, para ver mais sigam meu instagram: diananunes_

Street Style Street Style Street Style Street Style Street Style Street Style

Dia de faxina

Em Porto Alegre, tínhamos o hábito de fazer faxina aos sábados de manhã. Era o dia em que Greg ficava muito triste e não queria falar com ninguém. Levávamos quase 2 horas enrolando em um apartamento pequeno. Aqui demoramos mais nos primeiros dias, pois o padrão de limpeza deles é bem diferente do nosso, mas depois ficou super fácil manter e pedimos pra empresa comprar aspirador de pó. Aí ficou mais fácil ainda! A menina da faxina vem na terça e na sexta ou sábado damos um jeitinho. Quando passamos muito tempo fora de casa nem precisamos de muita dedicação com a limpeza.

E cozinhar aqui? é super rápido e fácil! Com a panela de arroz fazemos arroz, macarrão, sopa, ovo cozido, milho verde, tanta coisa :D e com a única panela que temos, uma frigideira bem funda, fritamos alguma verdura, refogamos algum vegetal e está pronta nossa refeição! Chinese style!

Uma das receitas para “arrozeira” bem legais que nossa amiga Lize compartilhou:

Receita

Usamos muito a sala para assistir filme. Ficar no sofá embaixo do edredom no friozinho é bom demaissss :D

As vassouras que tem no apartamento são bem pequenininhas, parece de criança, e é assim que encontramos nos supermercados aqui também!

Vassouras

A máquina de lavar é super engraçada. Tem uns programas que o nome é intraduzível do tipo: “Single Mode”, que é para roupas de solteiro; e “Night Mode” que é para roupas de balada.

Máquina de lavar

E, por fim, o microondas engraçado: tem função para dumplins, nossa comida favorita, e para macarrão instantâneo!

Nossa casa na China virou lar!

Quatro “traumas” que você vai curar na China - Por Diana

Se você tem algum “trauma social” e gostaria de curá-lo, venha para a China! Aqui vai ser muito fácil superar qualquer coisa se você deixar todo o preconceito de lado e entender uma cultura que, sim, é muito diferente, mas ao mesmo tem algo em comum com a brasileira. Os chineses são simpáticos e hospitaleiros, principalmente os mais jovens, e as pessoas próximas a você tendem ser bem amistosas.

Seja tolerante, tenha compaixão e pouca exigência consigo mesmo, e assim você conseguirá tolerar, entender e não exigir dos chineses. Os traumas dos quais me curei:

1 – Óbvio: trauma de muita gente no mesmo lugar

Não tem jeito, apesar dos espaços serem grandes, das construções e organização das ruas serem preparadas para a superpopulação, vai ter hora e lugar que vai estar todo mundo junto mesmo. Paciência, calma e segue o fluxo!

2 – Todo mundo está olhando pra mim!

Sim, todo mundo está olhando pra você. Lembra quando chega no Brasil algum gringo bem branquelo, altão e a gente olha? Aqui é do mesmo jeito. Tenho a impressão de que é pior, já que eu sou a “olhada”, mas é a mesma coisa. O dia todo, todos os dias, todo mundo vai olhar pra você sempre. As crianças vão até apontar e as pessoas às vezes param o que estão fazendo para lhe observarem. Olhe-os de volta, sorria; ou então não olha, olha para a paisagem. Tanto faz, depois de um tempo não vai fazer diferença pra você.

3 – O pessoal está “sugando” a comida!

Sabe quando você está na sua mesa, tranquilo, comendo qualquer coisa e alguém próximo começa a sugar o café, a sopa ou qualquer outro líquido quente, fazendo bastante barulho? Aqui é super normal e acontece até com a comida! Eles colocam a cabeça bem próxima ao prato para ajudar os palitinhos na tarefa de levar a comida até a boca e: shhhhh! Fazem o barulho necessário, não importando o local ou quem estiver do lado. Imaginem comer uma sopa com muito macarrão escorregadios dentro com palitos. É bem assim. No começo irrita mas depois é tão normal e você pode até se pegar fazendo o mesmo quando a comida estiver super quente mesmo!

4 – Não sei se dou dois beijinhos, um beijinho ou só sorrio ao cumprimentar alguém

Não precisa mais se preocupar, seus problemas acabaram! Aqui é só soltar um “Ni Hao” de longe e um sorrisinho e pronto, a pessoa já está super cumprimentada. Mas é estranho até depois de um tempo, às vezes você esquece e vai em direção da pessoa, tipo pra dar dois beijinhos e para na metade lembrando que aqui e em muitos lugares, que não o Brasil, as pessoas não se tocam ao se cumprimentar.

Alguém lembra de mais algum?

Explorando o bairro

Tags: Conhecendo a China

Quando morávamos em Porto Alegre, tínhamos o hábito de passear pelo nosso bairro a pé nos finais de semana, assim que acordávamos, e depois tomávamos café em alguma padaria. Acabávamos sempre descobrindo coisas legais. Estávamos ansiosos para fazer isso aqui e hoje, enfim, conseguimos. Estava um dia de sol lindo e bem mais quentinho :)

Andamos bastante pelos muitos prédios em construção, por dentro do nosso condomínio, pela área de restaurantes que almoçamos quase todos os dias (e que com a luz do sol parecia completamente diferente) e por uma área de hotéis e alguns empresariais. Infelizmente o que vimos foi: muito asfalto, muita construção, muito prédio e nada tão legal onde passear. Ficamos um pouco desapontados, mas lembramos de um parque que tem mais ou menos perto daqui, vamos tentar chegar lá no próximo passeio. Ah, e o passeio terminou em um café super legal que achamos aqui com um milk shake geladinho e waffle para engordar tudo que perdemos caminhando! :D

As fotos a seguir são de dias diferentes. Conheçam um pouco da China com a gente!

Explorando o bairro Explorando o bairro Explorando o bairro Explorando o bairro

Retrospectiva do primeiro mês na China

Completamos um mês de China! O que temos a dizer: é muita coisa para absorver o tempo todo! É um desafio muito grande e sentimos que estamos realizando nossos planos juntos. Nos sentimos realizando coisas e não parados, sabe?

Claro que não é fácil, como todos devem imaginar. Apesar de gostarmos muitoooo da comida (até comida congelada, achamos uma que adoramos), sentimos falta da comida de casa. Ainda não estamos morrendo, lógico, mas, por exemplo, não tem queijo, requeijão, manteiga :). A poluição é complicada (enfim está diminuindo), a dificuldade de locomoção dificulta muita coisa e a língua nos impede de quase tudo.

“Ainda não me sinto totalmente a vontade pra sair sempre na rua, apesar de não ter perigo algum, que fique bem claro, mas o frio e a poluição não ajudavam. Mas agora já está começando a esquentar e a poluição diminuiu bastante. Nos explicaram que no inverno pesado se “queima” muita coisa para manter os lugares quentes, aumentando a poluição… Apesar de alguns dias me sentir sozinha ou sem rotina, em nenhum momento esqueci o que estou fazendo em termos de carreira para minha vida agora: nenhuma experiência profissional que tive até hoje me fez sentir que “é essa”, ou que estou fazendo o que eu quero, ou usando todo o meu potencial. E é por isso também que estou aqui me forçando a viver tanta coisa nova. Estou acumulando experiências, forças, coragens… essas coisas, me dando esse tempo também, focando e plantando agora para colher os frutos amanhã :)“ (Por Diana)

Nesse um mês existiram momentos em que a gente se perguntou porque estamos aqui e outros que tivemos a certeza do que estamos fazendo aqui. Percebemos que já estamos super bem acostumados com muita coisa que foi difícil nos primeiros dias. Então é assim mesmo, é adaptação e seria assim em qualquer lugar.

Relembrando: a chegada aqui foi complicada, o frio e sem dormir por causa do fuso horário dificultava tudo. Realmente é um choque sentir cheiro de fumaça e saber que é poluição ou não ver muito ao seu redor porque a poluição está muito alta naquele dia e fica tudo nublado só que não só no céu, nas ruas também. A sujeira no apartamento quando chegamos também foi outro choque, mas que foi resolvido rápido. Muitos táxis são sujos, como motoristas fumando dentro. Aliás, as pessoas fumam em todo lugar. Não é sempre fácil conseguir um taxi, dependendo da hora é quase impossível. Ônibus nem pensar, metrô é mais fácil e já temos o cartão pré-pago, mas tem que pegar táxi pra chegar na estação mais próxima, de qualquer forma.

No começo saímos quase todos os dias pra comprar comida e outras coisas de casa pq era difícil chegar nos supermercados e achar as coisas. Agora já esta millllll vezes melhor, fazemos uma feirinha todo domingo nos mercadinhos próximos e dura a semana toda: tem arroz, ovo, queijo, leite, iogurte, frutas, verduras, macarrão, etc. Dá pra comer em casa quando quisermos. Apesar de toda a variedade de comida nos restaurantes, no fundo, sinto que só comemos arroz ou macarrão, e muita verdura (tem muita mesmo) e quando vamos no mercadinho, não conhecemos, não sabemos como preparar ou que tempero precisa, mas estamos comprando e experimentando tudo mesmo assim. O bom é que não tivemos absolutamente nenhum problema com a comida até agora.

Temos que falar nas pessoas novamente, eles são muito receptíveis, muito mesmo. Todos eles perguntam se Greg está bem e se está precisando de algo. Também perguntam por mim ou me perguntam diretamente quando me veem, querendo saber se eu estou me adaptando, etc. Hoje Greg mandou um email para todos do escritório perguntando se alguém tinha algum conhecido no mercado de moda ou personal branding e eles responderam de imediato, mas infelizmente era a resposta que já sabíamos: que conhecem em Beijing. Eu já sabia que aqui esse mercado não existe, é mais na capital mesmo. Portanto, continuo estudando por mim mesma e aprimorando minha ideia de modelo de negócio que vou implementar um dia.

Aprender mandarim é um desafio muito engraçado. Estamos realmente gostando, apesar de nos desmotivarmos algumas vezes.

Sobre finanças, fica prum próximo post.

Enfim, estamos nos adaptando aos poucos e achando que nosso planejamento está no caminho certo. Conversamos muito e os planos que fizemos em Porto Alegre estão começando a se realizar. Então estamos muito felizes e temos muitos outros planos que já estamos conversando para realizarmos juntos!

“E me sinto tão realizada por ter encontrado alguém muito companheiro, atencioso e preocupado, que só me faz melhorar em todos os sentidos, por ter a oportunidade e na verdade ser forçada a fazer o que eu gosto o tempo todo e por ter me permitido essa escolha.” (Por Diana)

“Sou muito feliz por poder contar com alguém com tamanha disposição para encarar este desafio junto comigo. Diana é muito corajosa :)” (Por Greg)

Feliz 1 mês de China!!!!

A estreia nos gramados chineses - por Gregório

Algo fantástico estava por acontecer. Uma brilhante carreira poderia estar se iniciando: era minha estreia nos gramados chineses!

Gramado chinês

O marido de uma colega de trabalho estava vindo me buscar para um jogo num campo que eu não faço ideia de onde ficava, mas parecia ser numa universidade. Enquanto a carona não chegava, eu me divertia com a ideia de existir um olheiro que me levasse pra jogar no lugar do Conca.

O campo possuía dimensões que pareciam ser dentro dos padrões de competição de futebol de campo, 11 contra 11, e um gramado sintético muito bem cuidado. No entanto, não tinha arquibancada; uma pena para os chineses, que deixariam de ver o espetáculo que eu estava para proporcionar.

Dava pra ver uma galera jogando numa metade do campo e eu pensei que era essa galera com quem a gente jogaria. Mas aí Jei, o carona, disse que a gente jogaria na outra metade do campo, com uma outra galera, que aos poucos estava chegando. Eu esperava jogar no campo todo, mas o pessoal aqui tem o costume de jogar em metades do campo, porque assim mais pessoas podem jogar ao mesmo tempo. A princípio, não entendi essa explicação, já que minha matemática assumia que metade das pessoas jogariam na metade do campo. Só durante o jogo entendi como a matemática oriental difere da nossa, ao menos no que tange a quantidade aceitável de pessoas por espaço.

O ar não estava muito poluído, o que era uma notícia muito boa. Mas o clima estava um pouco frio, e, ao meu peso acima do normal, ainda era adicionado o peso do moletom, o que faz muita diferença psicológica quando você precisa de uma desculpa para a sua falta de habilidade.

O começo do jogo foi bacana: o processo de identificação dos jogadores do meu time não foi difícil, já que éramos apenas 6. O jogo fluía bem, com um bom número de passes certos, um chute errado (muito errado), e muitas bolas roubadas. Até eu me surpreendi comigo mesmo quando soltei um drible que nem o Romarinho e passei por dois chineses (do time adversário) ao mesmo tempo: um drible para entrar no DVD.

Com uma meia hora de jogo entrou um senhor Myiagi que jurava que sabia jogar bola. Tocava a bola menos que Luan, lá do Castelo Branco, ou Juninho, lá de Porto Alegre (calma, amigos, ainda tenho respeito futebolístico por vocês :). Depois entrou um outro senhor Myiagi que lembrava tio Rodolfo: jogava bem, mas levava as mãos à cintura, cansado, depois de 5 ou 6 passos.

Aos poucos foi ficando difícil achar espaços no campo para os tradicionais passes cirúrgicos e posicionamento oportuno: parecia que tinha gente demais. Num determinado momento, éramos 11 contra 11. Pra piorar, não era nem metade do campo: era da linha do meio de campo até a linha da grande área. #tenso. Cada time tinha dois caras de vermelho, o que me proibiu de tocar a bola pra qualquer um que estivesse de vermelho. Com a dificuldade de identificar os colegas, fui pra zaga. Cada bola que chegava, bicudo pra frente.

Após quase 2 horas de jogo, Jei cansou-se e fomos embora.

Talvez não tenha sido dessa vez que algum olheiro tenha descoberto o meu talento, mas o saldo foi positivo: uma assistência e um gol, além de passes para gols perdidos.

Relembrando o momento, foi uma experiência bacana, mas tomara que o próximo jogo tenha menos gente :)